domingo, 30 de agosto de 2009

A História Oculta do Mundo: A Pedofilia do Hamas

A História Oculta do Mundo: A Pedofilia do Hamas

Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", os "rebeldes", ou então o PT e demais organizações de esquerda no Brasil dão apoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral do partido, Valter Pomar durante a época do conflito), o mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.


Infância perdida, abuso certo: Você ficará calado?

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto)

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.

"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas

As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.

"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.

As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida




Noivas de 4 a 10 anos: Presentes de 500 dólares

O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.

Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.

Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.




Nesta hora até a miséria desaparece de Gaza: carros de luxo para meninas reduzidas a lixo
 
A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.

Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:

Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota...É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.
De Olho na Midia  e no Dois em Cena /com video

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Sua Majestade o consumidor de drogas! Plebeu é você, caretão!

Sua Majestade o consumidor de drogas! Plebeu é você, caretão!

Fez-se um grande estardalhaço por aqui com a decisão da corte suprema da Argentina, o STF de lá, segundo a qual o porte de uma pequena quantidade de maconha, suficiente apenas para o consumo, não é crime. Fica até parecendo que, no Brasil, a coisa é diferente. Não é. A legislação brasileira já descriminou o consumo da maconha.

Aliás, a lei é tão ampla, que pode ser evocada também para outras drogas.  Basta que se leia o artigo 28 da Lei 11.343, de 2006, que trata do assunto. Ela prevê ainda a assistência ao consumidor. Só falta chamá-lo de "dotô" e premiá-lo como uma medalha de honra ao mérito. Não se esqueceu de nada nem de ninguém: até o pequeno produtor foi contemplado. Leiam o artigo (a íntegra da lei está aqui). Volto em seguida.

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
§ 1º Às mesmas medidas submete-se quem, para seu consumo pessoal, semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica.
§ 2º Para determinar se a droga destinava-se a consumo pessoal, o juiz atenderá à natureza e à quantidade da substância apreendida, ao local e às condições em que se desenvolveu a ação, às circunstâncias sociais e pessoais, bem como à conduta e aos antecedentes do agente.
§ 3º As penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 5 (cinco) meses.
§ 4º Em caso de reincidência, as penas previstas nos incisos II e III do caput deste artigo serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses.
§ 5º A prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, que se ocupem, preferencialmente, da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas. § 6º Para garantia do cumprimento das medidas educativas a que se refere o caput, nos incisos I, II e III, a que injustificadamente se recuse o agente, poderá o juiz submetê-lo, sucessivamente a:
I - admoestação verbal;
II - multa.
§ 7º O juiz determinará ao Poder Público que coloque à disposição do infrator, gratuitamente, estabelecimento de saúde, preferencialmente ambulatorial, para tratamento especializado.

Comento
Se você tiver qualquer outra pereba que não decorra da sua opção — é uma opção, certo? — de consumir produtos ilícitos, tem direito à assistência, sim. O SUS garante. Mas tem de entrar na fila, colega. Dane-se lá em meio aos outros doentes. Agora, no caso de ser um viciado, bem, aí o juiz DETERMINARÁ QUE O PODER PÚBLICO — todos nós —garanta o tratamento especializado. A lei ainda não prevê iogurte, frutas, casa, comida, roupa lavada e um amorzinho gostoso (esse último item só para traficantes condenados…), mas chegará lá.

Ninguém vai preso por causa de um cigarrinho de maconha. Isso é conversa de gente que é pega vendendo a droga e que se defende dizendo que iria fumar aqueles meros cinco quilos de mato… Muita gente acaba sendo vítima da extorsão da polícia e de traficantes porque não quer seu nome envolvido com as drogas, ainda que seja apenas para consumo. Teme a reputação.

Hipocrisia
É claro que é uma hipocrisia essa história de não punir o consumidor. É uma acinte à lógica. Ele conseguiu a droga onde? Na gôndola do supermercado? Aí leio no site Consultor Jurídico o que segue:

"A sociedade e o Congresso têm que entender que estamos prendendo os peixes pequenos, agravando a situação deles e deixando soltos os grandes traficantes." Com esse argumento, o deputado Paulo Teixeira (PT/SP) pretende enfrentar nos próximos meses uma batalha polêmica na Câmara dos Deputados: permitir o plantio de maconha para o usuário e estabelecer penas alternativas para o pequeno traficante. Para isso, Teixeira se vale de um estudo encomendado pelo Ministério da Justiça que mostra, na prática, que a polícia pouco se dedica a prender os grandes traficantes. Segundo o deputado, a nova lei pode mudar essa situação e deixar ainda mais clara a descriminalização do usuário, a ponto de ser permitido fumar maconha no meio da rua."

Viram só?
É o que dá ficar debatendo uma lei "mais liberal", a exemplo do que faz a tal a tal Comissão Latino-Americana para as Drogas e a Democracia, à qual pertencem os ex-presidentes FHC (Brasil), César Gaviria (Colômbia) e Ernesto Zedillo (México). O debate até pode ter a melhor das intenções, mas as pessoas que lidam com esse lixo não têm. Vejam que o tal deputado já quer penas alternativas também para o pequeno traficante. O que será um "pequeno traficante"? O plantio, como está claro na lei, já é, na prática, liberado. Mas ele quer deixar a coisa mais "clara". Vai ver pretende que o BNDES abra uma linha de crédito para esses agricultores "alternativos".

Olhem, não vou aqui repetir argumentos conhecidos contra a legalização das drogas. O que me causa certo enfaro é reparar que a imprensa brasileira trata a decisão argentina como se fosse algo realmente inovador em relação ao que temos no Brasil. Nessa área, por aqui, estamos mais "avançados", entendem? E, por isso mesmo, nosso atraso é gigantesco. A Argentina ainda chega lá fazendo as mesmas coisas estúpidas que fizemos.

Do Blog Reinaldo Azevedo do Veja.Com

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Leia Maconha com aval de presidentes

OS NÚMEROS PORCOS DA GRIPE SUÍNA NO BRASIL

OS NÚMEROS PORCOS DA GRIPE SUÍNA NO BRASIL

Ah, claro! Eu não entendo nada de gripe suína. Nadica! Não sou especialista. O especialista é o ministro José Gomes Temporão. Aliás, ele é bom de doença pra chuchu. Em dengue, por exemplo, é um portento. Não entendo de gripe, mas estudei alguma coisinha de matemática, gosto de lógica, costumo distinguir com razoável competência a verdade da mentira. E sei que a verdade sobre a gripe suína no Brasil é porca. E vou demonstrar, com uma calculadora na mão, por quê.

Ontem, o Brasil chegou ao topo do mundo em número de mortes por causa da doença: 557. Em óbitos por 100 mil, estamos em sétimo lugar, superados por Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai, Austrália e Paraguai. Ah, sim: se você cancelou a sua viagem para o México, chegou a hora de os mexicanos cancelarem sua viagem ao Brasil. A tal "Gripe Mexicana" matou 179 naquela país — 14º lugar em mortos por 100 mil. O México, vamos ser francos, a exemplo do Bananão, é meio esculhambado e pode não estar fornecendo os números reais. Mas e os números do Bananão?

Antes que continue, não custa lembrar que Lula, sempre ele, havia decretado que também a doença era uma marolinha. No dia 28 de abril, dizia o ser de luz, aquele que, segundo Marilena Chaui, ilumina o debate quando fala: "Este é um momento de cautela, um momento de prevenção. Não é um momento de fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui". Oficialmente, a primeira morte ocorreu exatos dois meses depois: 28 de junho. Cinqüenta e sete dias depois, 557 ocorrências (até ontem): média 9,77 mortes por dia.

Ainda bem que a tão odiada (por eles) "mídia" não caiu na conversa. Continuou a informar o comportamento da doença no mundo, não dando trela para a bestialógico oficial. Passar para o topo do ranking era um destino decretado pelas escolhas feitas pelos brasileiros. Certamente a informação colaborou para diminuir em muito a contaminação. Agora vamos ao que interessa.

O Brasil está no topo do ranking em números absolutos? Está. Olhando a distribuição das mortes no território nacional, tenho uma desconfiança: devemos liderar também o número de vítimas fatais por 100 mil. OS DADOS OFICIAIS PODEM NÃO SER MENTIROSOS, MAS SÃO UMA MENTIRA. Não há cientista que possa explicá-los. Basta analisar os dados para verificar que há um problema óbvio de SUBNOTIFICAÇÃO. O número de cadáveres é, com certeza, maior. Ou melhor: o número de cadáveres é certamente MUITO maior. Matemática e lógica não são praticas terroristas; são matemática e lógica apenas. Vamos lá.

Vocês sabiam que há 13 unidades da federação que não registram uma única morte em decorrência da doença? São eles: Sergipe, Ceará, Piauí, Acre, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Espírito Santo, Roraima, Acre, Amazonas, Amapá e Maranhão — nos Estados onde Sarney manda, parece que nem gripe suína prospera… Eis aí o primeiro sinal de que algo de errado está em curso. Aí aquele leitor que se apressa em discordar antes de chegar ao fim do texto logo pensa: "Pô, Reinaldo, não ter havido óbito nesses estados não quer dizer que não tenha havido a doença…" Claro, claro, leitor. Então vamos ver como se distribuem as mortes em números absolutos naqueles em que há óbitos: SP (223); PR (151), RS (98), RJ (55), SC (11), MG (8), DF (2), Paraíba (2), Bahia (2), MS (1), PE (1), RO (1), PA (1), RN (1).

Tive o capricho, como dizia meu pai, de fazer a tabela dos mortos nos Estados por 100 mil habitantes. O ranking é este (em alguns casos, precisei chegar à terceira casa depois da vírgula da desempatar):
1º - PR - 1,40
2º - RS - 0,90
3º - SP - 0,53
4º - RJ - 0,34
5º - SC - 0,17
6º - DF - 0,07
7º - RO - 0,06
8º - PB - 0,05
9º - MS - 0,04
10º - MG - 0,039
11º - RN - 0,032
12º - BA - 0,014
13º - PA - 0,013
14º - PE - 0,011

Um leitor ligado apenas ao determinismo climático diria: "Nada de estranho, Reinaldo. Nos Estados mais frios, há mais mortes porque, provavelmente, o número de contaminados é bem maior". É, acho que é um fator a ser considerado. Mas será que só o frio explica que a gripe suína tenha matado, ATENÇÃO!, 36 VEZES  MAIS NO PARANÁ DO QUE EM MINAS? Uma variação que fosse, sei lá, de uma, duas ou até três vezes parece atribuível a fatores locais: temperatura, proximidade com fronteiras etc. Os mais atilados investigariam até a qualidade da alimentação. Uma variação de quase 40 vezes? Vai ver Minas é contra o vírus, e o vírus entendeu isso.

Peguemos dois estados que não apresentam grandes variações de temperatura entre si: a minúscula Paraíba, com 3,745 milhões de habitantes, conta com duas mortes, o mesmo número da gigante Bahia, com 14,080 milhões — a população do Estado só perde para São Paulo, Minas e Rio. Pois é…  Com duas mortes cada um, o vírus mata, então, 3,5 vezes mais na Paraíba do que na Bahia. Vai ver o bichinho fica com medo de Jaques Wagner. E que se note: os problemas de aglomeração urbana, um fator que contribui para a expansão da doença, são bem maiores na… Bahia!

Sigamos para o Espírito Santo, que tem o clima do Rio, com algumas praias a menos. Não dá outra. O vírus deixou 55 mortos no vizinho, mas nenhuma no Espírito Santo. Vai ver encontrou por lá um povo mais hígido, com uma sabedoria biológica superior à daquele que vive do lado de lá da fronteira. A quente Rondônia mata de gripe suína 5,5 vezes mais do que Pernambuco. Tenham paciência!

Não! Não estou responsabilizando o governo federal pela gripe suína. Mas eu estou sustentando, aí sim, que os números acima não fazem o menor sentido e que se confundiu discurso tranqüilizador com informações falsas. É evidente que o "Brasil preparado para enfrentar a gripe suína", conforme o anunciado por Lula e Temporão, era balela. Já é o primeiro em mortes em números absolutos e o 7º na conta por 100 mil habitantes. "Ah, os outros países podem estar maquiando os seus dados". É, podem, sim. Mas é evidente que os do Brasil também não são verdadeiros. Basta pegar uma calculadora. Basta fazer uma conta.

Consta que o número de casos tem caído. Tomara que isso, ao menos, seja verdade.

Blog Reinaldo Azevedo Na Veja.com

Estudo mostra que gripe A é mais letal do que gripe comum

A taxa de mortalidade da gripe A é pelo menos duas a três vezes superior à da sazonal. Outro dado é que quase a metade das vítimas já sofria de outras doenças antes de serem contaminadas pelo vírus.
A avaliação foi conduzida por cientistas franceses e divulgada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que acaba de concluir o primeiro perfil completo da nova doença, quatro meses depois da eclosão dos casos nos Estados Unidos e no México. O centro é uma agência da União Européia criada com o objetivo de reforçar as defesas da continente contra as doenças infecciosas.
Apesar de ser mais virulenta do que a sazonal, a gripe A ainda é mais branda do que o vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e que matou 40 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas. Segundo o estudo, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não resistem ao vírus H1N1. Isso representaria uma letalidade de 0,4% a 0,6%. Já na gripe espanhola, a taxa de letalidade era 10 vezes maior à da gripe A.
O perfil ainda mostra que mais da metade dos casos de mortes – 51% – ocorreram com pessoas entre 20 e 49 anos e que os grupos afetados não são os mesmos vulneráveis à gripe sazonal. Quarenta e nove por cento dos mortos já sofriam de outros problemas de saúde antes de ser contaminados.
A avaliação foi feita em julho com dados de 28 países de todo o mundo, inclusive com os casos registrados no Brasil. A variação entre continentes, porém, é considerada significativa. Em alguns países, a taxa foi superior à média mundial. No México, ela chegou a 6% nos três primeiros meses. Na Argentina, foi de 4,5% entre maio e julho.
Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus. O que o estudo também revela é que nem crianças nem idosos estão entre os grupos de maior risco, como foi inicialmente indicado. Apenas 12% dos mortos até agora tinham mais de 60 anos. Noventa por cento dos óbitos gerados pela gripe sazonal ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Por ano, entre 250 mil e 500 mil pessoas morrem no mundo de gripe comum.
Uma das teorias avaliadas pelo estudo é de que os mais idosos estariam mais protegidos porque, no passado, podem ter sido expostos a um vírus parecido ao H1N1 ou a uma versão mais leve do mesmo vírus. A estimativa é de que as pessoas que nasceram antes de 1957 podem ter desenvolvido uma resistência a um vírus que se desenvolveu após a gripe espanhola, em 1918. Mas o perfil ainda mostra que, quando idosos são contaminados pelo vírus H1N1, a taxa de mortalidade é alta.
O estudo também indica a necessidade de proteger mulheres grávidas. Nesta semana, a Comissão Europeia divulgou sua estratégia de vacinação, que deve começar já em meados de setembro. Gestantes, médicos e enfermeiras e pessoas com problemas de saúde devem ser os primeiros a receber a vacina. A UE admite, porém, que será "improvável" que haja vacinas para todos em um primeiro momento.

– Será necessário definir prioridades – disse.

Dinheiro
- Para enfrentar a doença, o governo federal enviou ontem ao Congresso uma medida provisória para liberar R$ 2,1 bilhões em crédito extraordinário.
- Metade da verba deverá ser usada na compra de vacinas.
- A segunda maior fatia de recursos vai para a compra de medicamentos.
- Também haverá investimento na ampliação do número de leitos de UTI e na compra de equipamentos usados para tratar problemas respiratórias.
- Os governos estaduais deverão ainda receber recursos.
- Outra parcela será usada em pesquisas sobre a gripe.
 

Meningite uma morte a cada 2,6 dias na Bahia

Nos primeiros 15 dias de agosto, a meningite matou sete pessoas na Bahia, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Em 2009, a doença já acumula 87 vítimas. O número corresponde a uma morte a cada 2,6 dias. No total, foram confirmados 768 casos de meningite. Desses, 287 (37,3%) foram de origem bacteriana, 385 (50,1%) virais, 96 (12,5%) não especificadas e de outros tipos.

A coordenadora estadual de imunização da Sesab, Fátima Guirra, explica que a doença - caracterizada por inflamação na membrana que reveste o cérebro - tem um comportamento rápido e de fácil contágio. "Para evitar a elevação no número de óbitos é fundamental que o paciente procure o serviço médico quando houver sinais da doença como febre, rigidez na nuca e falta de apetite", explica. Sobre a elevação no número de casos, Fátima afirma que é resultado do comportamento endêmico da meningite no estado. Em 2008 foram confirmados 1.279 casos de meningite com 123 óbitos no estado. Foram 441( 34%) de origem bacteriana, 659 (52%) virais e 179 (14%) não especificadas e de outros tipos.

Meningogócica

No ano passado, a forma meningocócica da doença, mais grave, matou 26 pessoas, entre os 137 casos registrados. Este ano, ela já foi responsável por 30 mortes, distribuídas em 35 municípios.

As maiores incidências foram nas cidades de Nazaré (10,9/100 mil habitantes), Antônio Cardoso e Terra Nova (7,9/ 100mil hab), Itacaré (7,4/100 mil hab), Ribeirado Amparo e Andaraí (6,8/100 mil hab), Iguaí (6,8/100 mil hab) e Belo Campo (6,6/ 100mil hab).

Guirra preocupa-se com esse crescimento. "É necessário que haja um diagnóstico rápido, tanto laboratorial quanto clínico, para que o caso não seja agravado. Além disso, é fundamental que o manejo do paciente dentro das unidades de saúde seja feito com cuidado para evitar a disseminação da doença", destacou a coordenadora

O que é?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro. É causada por bactérias, vírus, parasitas e fungos. Quando eles conseguem vencer as defesas do organismo, aninham-se nas meninges. Elas se inflamam, produzindo pus e a infecção se espalha por todo o sistema nervoso central.

Quais os sintomas?

Em crianças acima de 1 ano de idade e adultos: Febre alta repentina; dor de cabeça intensa e contínua; vômitos em jato; náuseas; rigidez de nuca; podem surgir pequenas manchas vermelhas na pele. Em crianças menores de 1 ano de idade: Os pais devem atentar para a presença de moleira tensa ou elevada, irritabilidade, inquietação com choro agudo e persistente e rigidez corporal com ou sem convulsões.

Como se transmite?

A transmissão é de pessoa a pessoa, por via respiratória, através de gotículas e secreções do nariz e garganta, em contato prolongado e convivência no mesmo ambiente (residentes da mesma casa, colegas de dormitório, creche, alojamento).

"O fator mais preocupante é o crescimento nos casos da forma meningocócica do tipo C, forma mais grave da doença. Os casos aumentaram tanto que já estamos perto da ocorrência de um surto do tipo C", revela . (Mariana Rios)

Leia mais no Correio Globo

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Meningite Meningocócica 

Os principais  sintomas são: febre alta que começa abruptamente; dor de cabeça intensa e contínua; vômitos em jato; náuseas; rigidez dos músculos da nuca, ombros e das costas; falta de apetite; dores musculares e agitação física e mental. Podem surgir manchas vermelhas na pele. Em crianças menores de um ano, os sintomas mais comuns são: moleira tensa ou elevada, irritabilidade; inquietação com choro agudo; rigidez cor-poral com ou sem convulsões. Tratamento antibióticos específicos.Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite.

 

Saiba mais Meningite Meningocócica

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

OS NÚMEROS PORCOS DA GRIPE SUÍNA NO BRASIL

OS NÚMEROS PORCOS DA GRIPE SUÍNA NO BRASIL

Ah, claro! Eu não entendo nada de gripe suína. Nadica! Não sou especialista. O especialista é o ministro José Gomes Temporão. Aliás, ele é bom de doença pra chuchu. Em dengue, por exemplo, é um portento. Não entendo de gripe, mas estudei alguma coisinha de matemática, gosto de lógica, costumo distinguir com razoável competência a verdade da mentira. E sei que a verdade sobre a gripe suína no Brasil é porca. E vou demonstrar, com uma calculadora na mão, por quê.

Ontem, o Brasil chegou ao topo do mundo em número de mortes por causa da doença: 557. Em óbitos por 100 mil, estamos em sétimo lugar, superados por Argentina, Chile, Costa Rica, Uruguai, Austrália e Paraguai. Ah, sim: se você cancelou a sua viagem para o México, chegou a hora de os mexicanos cancelarem sua viagem ao Brasil. A tal "Gripe Mexicana" matou 179 naquela país — 14º lugar em mortos por 100 mil. O México, vamos ser francos, a exemplo do Bananão, é meio esculhambado e pode não estar fornecendo os números reais. Mas e os números do Bananão?

Antes que continue, não custa lembrar que Lula, sempre ele, havia decretado que também a doença era uma marolinha. No dia 28 de abril, dizia o ser de luz, aquele que, segundo Marilena Chaui, ilumina o debate quando fala: "Este é um momento de cautela, um momento de prevenção. Não é um momento de fazer terrorismo com uma coisa que não chegou aqui". Oficialmente, a primeira morte ocorreu exatos dois meses depois: 28 de junho. Cinqüenta e sete dias depois, 557 ocorrências (até ontem): média 9,77 mortes por dia.

Ainda bem que a tão odiada (por eles) "mídia" não caiu na conversa. Continuou a informar o comportamento da doença no mundo, não dando trela para a bestialógico oficial. Passar para o topo do ranking era um destino decretado pelas escolhas feitas pelos brasileiros. Certamente a informação colaborou para diminuir em muito a contaminação. Agora vamos ao que interessa.

O Brasil está no topo do ranking em números absolutos? Está. Olhando a distribuição das mortes no território nacional, tenho uma desconfiança: devemos liderar também o número de vítimas fatais por 100 mil. OS DADOS OFICIAIS PODEM NÃO SER MENTIROSOS, MAS SÃO UMA MENTIRA. Não há cientista que possa explicá-los. Basta analisar os dados para verificar que há um problema óbvio de SUBNOTIFICAÇÃO. O número de cadáveres é, com certeza, maior. Ou melhor: o número de cadáveres é certamente MUITO maior. Matemática e lógica não são praticas terroristas; são matemática e lógica apenas. Vamos lá.

Vocês sabiam que há 13 unidades da federação que não registram uma única morte em decorrência da doença? São eles: Sergipe, Ceará, Piauí, Acre, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Espírito Santo, Roraima, Acre, Amazonas, Amapá e Maranhão — nos Estados onde Sarney manda, parece que nem gripe suína prospera… Eis aí o primeiro sinal de que algo de errado está em curso. Aí aquele leitor que se apressa em discordar antes de chegar ao fim do texto logo pensa: "Pô, Reinaldo, não ter havido óbito nesses estados não quer dizer que não tenha havido a doença…" Claro, claro, leitor. Então vamos ver como se distribuem as mortes em números absolutos naqueles em que há óbitos: SP (223); PR (151), RS (98), RJ (55), SC (11), MG (8), DF (2), Paraíba (2), Bahia (2), MS (1), PE (1), RO (1), PA (1), RN (1).

Tive o capricho, como dizia meu pai, de fazer a tabela dos mortos nos Estados por 100 mil habitantes. O ranking é este (em alguns casos, precisei chegar à terceira casa depois da vírgula da desempatar):
1º - PR - 1,40
2º - RS - 0,90
3º - SP - 0,53
4º - RJ - 0,34
5º - SC - 0,17
6º - DF - 0,07
7º - RO - 0,06
8º - PB - 0,05
9º - MS - 0,04
10º - MG - 0,039
11º - RN - 0,032
12º - BA - 0,014
13º - PA - 0,013
14º - PE - 0,011

Um leitor ligado apenas ao determinismo climático diria: "Nada de estranho, Reinaldo. Nos Estados mais frios, há mais mortes porque, provavelmente, o número de contaminados é bem maior". É, acho que é um fator a ser considerado. Mas será que só o frio explica que a gripe suína tenha matado, ATENÇÃO!, 36 VEZES  MAIS NO PARANÁ DO QUE EM MINAS? Uma variação que fosse, sei lá, de uma, duas ou até três vezes parece atribuível a fatores locais: temperatura, proximidade com fronteiras etc. Os mais atilados investigariam até a qualidade da alimentação. Uma variação de quase 40 vezes? Vai ver Minas é contra o vírus, e o vírus entendeu isso.

Peguemos dois estados que não apresentam grandes variações de temperatura entre si: a minúscula Paraíba, com 3,745 milhões de habitantes, conta com duas mortes, o mesmo número da gigante Bahia, com 14,080 milhões — a população do Estado só perde para São Paulo, Minas e Rio. Pois é…  Com duas mortes cada um, o vírus mata, então, 3,5 vezes mais na Paraíba do que na Bahia. Vai ver o bichinho fica com medo de Jaques Wagner. E que se note: os problemas de aglomeração urbana, um fator que contribui para a expansão da doença, são bem maiores na… Bahia!

Sigamos para o Espírito Santo, que tem o clima do Rio, com algumas praias a menos. Não dá outra. O vírus deixou 55 mortos no vizinho, mas nenhuma no Espírito Santo. Vai ver encontrou por lá um povo mais hígido, com uma sabedoria biológica superior à daquele que vive do lado de lá da fronteira. A quente Rondônia mata de gripe suína 5,5 vezes mais do que Pernambuco. Tenham paciência!

Não! Não estou responsabilizando o governo federal pela gripe suína. Mas eu estou sustentando, aí sim, que os números acima não fazem o menor sentido e que se confundiu discurso tranqüilizador com informações falsas. É evidente que o "Brasil preparado para enfrentar a gripe suína", conforme o anunciado por Lula e Temporão, era balela. Já é o primeiro em mortes em números absolutos e o 7º na conta por 100 mil habitantes. "Ah, os outros países podem estar maquiando os seus dados". É, podem, sim. Mas é evidente que os do Brasil também não são verdadeiros. Basta pegar uma calculadora. Basta fazer uma conta.

Consta que o número de casos tem caído. Tomara que isso, ao menos, seja verdade.

Blog Reinaldo Azevedo Na Veja.com

Estudo mostra que gripe A é mais letal do que gripe comum

A taxa de mortalidade da gripe A é pelo menos duas a três vezes superior à da sazonal. Outro dado é que quase a metade das vítimas já sofria de outras doenças antes de serem contaminadas pelo vírus.
A avaliação foi conduzida por cientistas franceses e divulgada pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que acaba de concluir o primeiro perfil completo da nova doença, quatro meses depois da eclosão dos casos nos Estados Unidos e no México. O centro é uma agência da União Européia criada com o objetivo de reforçar as defesas da continente contra as doenças infecciosas.
Apesar de ser mais virulenta do que a sazonal, a gripe A ainda é mais branda do que o vírus que gerou a gripe espanhola em 1918 e que matou 40 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas. Segundo o estudo, de cada mil pessoas contaminadas, entre quatro e seis não resistem ao vírus H1N1. Isso representaria uma letalidade de 0,4% a 0,6%. Já na gripe espanhola, a taxa de letalidade era 10 vezes maior à da gripe A.
O perfil ainda mostra que mais da metade dos casos de mortes – 51% – ocorreram com pessoas entre 20 e 49 anos e que os grupos afetados não são os mesmos vulneráveis à gripe sazonal. Quarenta e nove por cento dos mortos já sofriam de outros problemas de saúde antes de ser contaminados.
A avaliação foi feita em julho com dados de 28 países de todo o mundo, inclusive com os casos registrados no Brasil. A variação entre continentes, porém, é considerada significativa. Em alguns países, a taxa foi superior à média mundial. No México, ela chegou a 6% nos três primeiros meses. Na Argentina, foi de 4,5% entre maio e julho.
Uma das conclusões é a comprovação de que diabéticos e obesos têm mais chances de não sobreviver ao vírus. O que o estudo também revela é que nem crianças nem idosos estão entre os grupos de maior risco, como foi inicialmente indicado. Apenas 12% dos mortos até agora tinham mais de 60 anos. Noventa por cento dos óbitos gerados pela gripe sazonal ocorrem em pessoas com mais de 65 anos. Por ano, entre 250 mil e 500 mil pessoas morrem no mundo de gripe comum.
Uma das teorias avaliadas pelo estudo é de que os mais idosos estariam mais protegidos porque, no passado, podem ter sido expostos a um vírus parecido ao H1N1 ou a uma versão mais leve do mesmo vírus. A estimativa é de que as pessoas que nasceram antes de 1957 podem ter desenvolvido uma resistência a um vírus que se desenvolveu após a gripe espanhola, em 1918. Mas o perfil ainda mostra que, quando idosos são contaminados pelo vírus H1N1, a taxa de mortalidade é alta.
O estudo também indica a necessidade de proteger mulheres grávidas. Nesta semana, a Comissão Europeia divulgou sua estratégia de vacinação, que deve começar já em meados de setembro. Gestantes, médicos e enfermeiras e pessoas com problemas de saúde devem ser os primeiros a receber a vacina. A UE admite, porém, que será "improvável" que haja vacinas para todos em um primeiro momento.

– Será necessário definir prioridades – disse.

Dinheiro
- Para enfrentar a doença, o governo federal enviou ontem ao Congresso uma medida provisória para liberar R$ 2,1 bilhões em crédito extraordinário.
- Metade da verba deverá ser usada na compra de vacinas.
- A segunda maior fatia de recursos vai para a compra de medicamentos.
- Também haverá investimento na ampliação do número de leitos de UTI e na compra de equipamentos usados para tratar problemas respiratórias.
- Os governos estaduais deverão ainda receber recursos.
- Outra parcela será usada em pesquisas sobre a gripe.
 

Medida Provisoria libera recursos para enfrentar a Gripe A

MP libera R$ 2,1 bilhões para compra de 73 milhões de doses da vacina e 11,2 milhões de tratamentos contra nova gripe


Recursos também serão investidos no aumento do número de leitos de UTI, compra de equipamentos e material de diagnóstico, capacitação profissional e pesquisas sobre comportamento da nova doença

O governo federal decidiu nesta quarta-feira (26) enviar ao Congresso Nacional medida provisória para liberação de crédito suplementar no valor de R$ 2,1 bilhões para o enfrentamento da pandemia de Influenza A (H1N1). Esse recurso será utilizado na aquisição de 73 milhões de doses da vacina contra a nova gripe, compra de mais 11,2 milhões de tratamentos, equipamentos para hospitalização, material de diagnóstico, aumento do número de leitos de UTI, além da capacitação dos profissionais e ampliação dos turnos nas unidades de saúde.

Do total das verbas previstas na medida provisória, R$ 1,06 bilhão será usado na aquisição de vacinas contra a nova gripe. No primeiro semestre de 2010, o Ministério da Saúde distribuirá 73 milhões de doses à população, o suficiente para imunizar, pelo menos, 36,5 milhões de pessoas. Desse total, 33 milhões serão fabricadas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e as 40 milhões de doses restantes, adquiridas do Fundo Rotatório de Vacinas da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) e de empresas privadas. Até o momento, o laboratório brasileiro é o único da América Latina com capacidade para produzir a vacina.

O Ministério da Saúde também vai reforçar o estoque de medicamentos contra a gripe A, com a aquisição de mais 11,2 milhões de tratamentos. Eles serão distribuídos aos estados a partir de setembro deste ano e representam um investimento de R$ 483,6 milhões. Parte da nova remessa, 2 milhões de tratamentos, será produzida pelos laboratórios oficiais – do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob supervisão do Laboratório de Farmanguinhos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As instituições militares receberão investimento de R$ 20 milhões em infraestrutra.

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde comprou e produziu um total de 1,2 milhão de tratamentos. De 25 de abril a 21 de agosto, foram distribuídos aos estados 695.566 tratamentos. Além disso, o Ministério da Saúde mantém em estoque 8,5 milhões em matéria-prima para a formulação do produto, insumo adquirido em 2006 para uma possível pandemia de gripe aviária, que não ocorreu.

ATENDIMENTO – A capacidade de atendimento de pacientes em estado grave será ampliada com o aumento do número de leitos de UTI, além da compra de equipamentos necessários nessas hospitalizações, como os kits de respiradores, e de oxímetros (utilizado nas emergências para avaliar o agravamento de problemas respiratórios). As verbas destinam-se, inclusive, para ampliação de leitos de UTI Neonatal, uma vez que as grávidas estão no grupo de risco da doença. Em relação à atenção básica, os estados receberão incentivos para ampliar os turnos das equipes de saúde da família, evitando a sobrecarga nas unidades de saúde, além de recursos para a atualização dos profissionais. O investimento total nessas áreas será de R$ 524,2 milhões.

Além disso, outros R$ 22,72 milhões estão destinados à compra de equipamentos de proteção, principalmente para profissionais de saúde, e material para o diagnóstico da nova gripe, um total de 113,2 mil unidades de oito itens diferentes. Entre eles, destacam-se 3 mil embalagens para transporte de amostras infecciosas e 110 mil máscaras. Os exames estão sendo realizados nos três laboratórios de referência do Ministério da Saúde para influenza – Instituto Evandro Chagas/PA, Instituto Adolfo Lutz/SP e a Fiocruz/RJ – e dois laboratórios centrais dos estados do Paraná e do Rio Grande do Sul.

O Ministério da Saúde vai financiar ainda cinco pesquisas sobre o comportamento do vírus A (H1N1). Um total de R$ 5 milhões será destinado a estudos sobre a efetividade do medicamento fosfato de osetalmivir na redução dos sintomas e da gravidade da doença e análise das mutações genéticas do vírus. Essas duas pesquisas deverão ficar prontas em um prazo de até um ano. As outras três, sobre fatores de risco, transmissão, gravidade, mortalidade e da validação do insumo produzido no país para o diagnóstico da doença serão finalizadas até o fim do ano. A intenção é validar o produto fabricado no Brasil e nacionalizar a sua produção.
 

terça-feira, 25 de agosto de 2009

E te direi como tomam a Casa

Você mesmo os convida

Confia que falarão por você

Afinal você os respeita!

 

A outros,você contrata como funcionários

Confia que trabalharam honestamente

Afinal você os paga!

 

Com alguns divide sua intimidade

Confia que serão sinceros

Afinal são as palavras e promessas que te convenceram

 

E então você se desarma...

Quando percebe

Eles te seqüestram,te cercam,te amordaçam,te roubam

Te tomam a Casa

 

E assim te disse como tomam a Casa...

 

Não se iluda!

Virão ferozes, exterminadores.

Virão com processos, difamações

Virão com mentiras e traições

Virão com violência inimaginável

 

Assim te tomarão a Casa e a vida

 

E então se encontrará sozinho

No meio da corja de Psicopatas

No meio da corja de omissos

No meio de criminosos

 

Assim  agem

 

Ana Maria C. Bruni

Itacaré - Bahia

Por que ficaram caladas? Caso do medico Roger Abdelmassih

Algumas mulheres não ficaram caladas, segundo informações sobre denúncias contra o  Doutor Roger Abdelmassih
"O Ministério Público revelou que as denúncias mais antigas contra o médico são do início da década de 1970, de acordo com o depoimento de uma ex-paciente"
 
Elas não ficaram caladas!
Não houve quem as ouvisse!
...
Para as que se calaram permitindo que muitas outras sofressem de violência lembrem-se que,
Agora é tarde...
 

Primeiro estupraram uma mulher

Mas eu não me importei com isso

Eu não era a vítima.

 

Em seguida agrediram outras

Mas eu não me importei com isso

Eu não era como elas

 

Logo estavam perseguindo outras mais

E eu não disse nada

Eu não vivia como elas

 

Depois prenderam várias mulheres

Mas eu não me importei com isso

Porque não sou como elas

 

Em seguida difamaram outras

Mas eu não me importei com isso

Não era relacionado à minha vida

Também não me importei

 

Depois escutei seus gritos de socorro

Mas eu não me importei também com isso

Fingi que não os ouvi

 

Agora estão me estuprando

Agora estão me agredindo

Agora me perseguem

Agora estão querendo me prender

Agora estão me difamando

Agora estão querendo calar a minha voz

 

Mas já é tarde

Como eu não me importei com as outras mulheres,

Não sobrou nenhuma para se importar comigo.

...

Saiba mais sobre Roger Abdelmassih, o especialista em reprodução preso e acusado de cometer 56 crimes sexuais
 
Nos links do Dois em Cena
 

A oposição e a renúncia coletiva ao Conselho de Ética do Senado. Será mesmo uma boa idéia?

A oposição e a renúncia coletiva ao Conselho de Ética do Senado. Será mesmo uma boa idéia?

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), vai propor nesta terça, em reunião com os líderes do seu partido e do DEM no Senado, Arthur Virgílio (AM) e Agripino Maia (RN), respectivamente, que os partidos de oposição deixem o Conselho de Ética. O ato seria um protesto contra a decisão do colegiado de arquivar as 11 representações contra José Sarney (PMDB-AP), presidente da Casa. "Vou defender que o partido saia do Conselho de Ética. É uma decisão de protesto. O Senado não deu respostas à sociedade. Esse conselho, na forma como está, é o símbolo que não deve haver". As palavras estão certas. Mas será mesmo esta a melhor saída? Temo que a decisão lembre aquela da oposição da Venezuela, quando preferiu boicotar as eleições. Chávez elegeu uma Assembléia inteira…

Vamos ver. Em primeiro lugar, os partidos da base aliada não se sentiriam moralmente atingidos porque já está demonstrado que não há por lá grande patrimônio a defender. Alguém imagina, sei lá eu, patriotas como Renan Calheiros, Wellington Salgado, Ideli Salvatti ou o próprio Sarney intimidados? "Pô, a gente foi longe demais, né? O que faremos para trazer a oposição de volta?"

Mais: há senadores — ou quase isso, como Paulo Duque (PMDB-RJ) — que defendem a extinção do Conselho de Ética. E, por conseqüência, a impossibilidade de o mandato de um parlamentar ser cassado pelos próprios pares. Tudo seria definido pela Justiça — no caso, pelo STF. Como isso seria feito? Ninguém sabe.  A aposta, acho, é que processos de arrastem.

Uma questão para os senadores de oposição: como se posicionariam diante da proposta de extinguir o Conselho de Ética? Seriam contrários ou se alinhariam com Duque nesse particular? Caso sejam contrários, como podem se negar a participar de um conselho cuja existência defendem?

Não seria melhor começar um debate, então, por uma reforma política que contemplasse a reforma do Senado? Não seria pra já, sei disso, mas se começaria um movimento nesse sentido. Por que as oposições não se tornam, desde já, defensoras do voto distrital misto, do fim da suplência no Senado — que se faça outra eleição — e da criação de câmaras especiais na Justiça para decidir, em caráter definitivo, o que fazer com os chamados "fichas-sujas", por exemplo? O próprio Virgílio defendeu essas propostas em entrevista a este blog. E elas são boas.

A idéia de simplesmente cair fora do Conselho de Ética não me parece acertada. Acho que despolitiza o debate, quando é preciso fazer o contrário. O processo pode ser demorado, seiu disso. Mas é preciso começar em algum momento. Enquanto isso, que as imposturas no Conselho de Ética sejam denunciadas por aqueles que não compactuam com elas.

Do Blog do Reinaldo Azevedo Na Veja

...

Blog - Diga as três tarefas principais de uma futura reforma política que, na sua opinião, colaboraria para preservar o Congresso dos vexames a que estamos assistindo.

Arthur Virgilio - Num prazo mais longo, como meta a ser alcançada, o Parlamentarismo. A prazo mais curto, o Voto Distrital Misto, que permite ao eleitor conhecer melhor ao menos boa parte dos candidatos. A prazo bem mais curto, regulamentação das coligações partidárias, a fim de proibi-las nas eleições proporcionais, evitar que partido faça parte de mais de uma coligação. Para não me restringir às "três tarefas", alinho mais algumas medidas que considero importantes: suplentes de senadores só poderiam ser substitutos, não sucessores; em caso de vacância, assumiria o deputado mais votado do partido ou coligação; criação de câmaras especiais, na Justiça, para decidir em definitivo, antes do fim do prazo para inscrição, processos que envolvam candidatos — seria a forma de afastar os fichas-sujas, mas com decisão transitada em julgado; proibição de eleger para o Conselho de Ética parlamentar que esteja respondendo a processo por crime patrimonial ou contra as finanças públicas, já estou propondo isso; permissão para que condutas condenáveis, anteriores à posse, possam ser examinadas para fins de decoro parlamentar — hoje, somente atos praticados após a posse podem ser objeto de processo; também já apresentei Proposta de Emenda Constitucional para esse fim; mandato por prazo máximo de quatro anos para o cargo de diretor-deral do Senado, tendo o nome escolhido pelo presidente da Casa de ser submetido à aprovação do Plenário, que também poderá promover a destituição a qualquer tempo (essa providência também foi por mim proposta). Leia na íntegra no Blog do Reinaldo Azevedo na Veja

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

...Dante

e per lo 'nferno tuo nome si spande!
 
Inferno

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA MANUAL

O Manual Prático do Portal da Transparência foi criado com o intuito de facilitar a navegação no Portal. O objetivo é orientar, de um modo rápido e simples, o cidadão e os agentes públicos a encontrarem as informações desejadas para conhecer a aplicação dos recursos públicos federais e contribuir com o Governo em seu papel de fiscalização.

É possível navegar item a item pela lista de links abaixo ou, se preferir, acessar o arquivo consolidado do Manual. Todos os arquivos estão disponíveis em formato PDF.

Apresentação

Navegando no Portal da Transparência

Informações para o Incremento do Controle Social

I) Consultas Básicas

1. Gastos Diretos do Governo Federal

2. Transferência de Recursos

3. Convênios

II) Informações para Incremento do Controle Social

4. Aprenda Mais

5. Notícias

6. Fale Conosco

7. Links

8. Perguntas Freqüentes

9. Participação e Controle Social

10. Transparência no Governo

III) Consultas mais procuradas

IV) Cadastro de Empresas Inidôneas e Suspensas

IPRAJ

A presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Silvia Zarif, estabeleceu prazo de dez dias para definir o futuro do Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj).
A medida foi oficializada em portaria publicada nesta última terça-feira (18). Nela, a presidente também cita a comissão que já existia no tribunal para analisar qual a melhor opção para substituir o instituto nas atividades administrativas e financeiras do Judiciário baiano.
Este foi o primeiro passo de Silvia Zarif no sentido de cumprir a determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de fechar o Ipraj, tomada na semana passada pelo corregedor nacional Gilson Dipp. Ele também exigiu auditoria das contas do órgão dos últimos cinco anos. O prazo dado pelo CNJ é de 30 dias e expira em 2 de setembro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MCCE Campanha Ficha Limpa contra a candidatura de políticos em débito com a Justiça

A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.

O PL de iniciativa popular precisa ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras. Para isso, é preciso que 1% do eleitorado brasileiro assine esse Projeto, o equivalente a um milhão e trezentas mil assinaturas.

"Para participar da Campanha Ficha Limpa é preciso imprimir o formulário de assinatura. 
Depois de assinar e registrar o número do título de eleitor no documento, basta enviá-lo para o endereço SAS, Quadra 5, Lote 2, Bloco N, 1º andar - Brasília (DF) - CEP. 70.438-900. 
IMPRIMA AQUI O FORMULÁRIO

Pesquisas realizadas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral:Pesquisas MCCE 2007 Pesquisas MCCE 2009

Conheça a Campanha e o Projeto Histórico Conheça a Lei

RELACIONAMENTO ENTRE MP E PREFEITURAS EM DEBATE

Presidente da CONAMP participa da reunião geral da Frente Nacional de Prefeitos e fala sobre o relacionamento institucional entre membros do Ministério Público e os integrantes do Executivo nos municípios do país.
21/08/2009 O presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público – CONAMP, José Carlos Cosenzo, participa hoje (21) da 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos – FNP, realizada no Rio de Janeiro / RJ. Cosenzo vai ser debatedor na mesa O Ministério Público e as Prefeituras: o relacionamento institucional, marcada para as 10h30.
O debate, que conta também com a participação da promotora de Justiça licenciada e prefeita de Santarém / PA, Maria do Carmo, prefeita de Santarém / PA, vai ser coordenado pelos prefeitos Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, e Silvio Barros, de Maringá / PR. Entre os temas a serem discutidos estão as relações entre promotores e procuradores de Justiça com os chefes do Executivo nos municípios, a judicialização da política, as Ações Civis Públicas contra os prefeitos e a atuação da CONAMP.
A 55ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos acontece na capital carioca, no Hotel Sofitel (Avenida Atlântica, n.º 4240, Copacabana).
CONAMP  aqui

Salvador é a bruxa

Salvador é a bruxa
 

Jolivaldo freitas

Uso um termo da galera teen... "a bruxa" que pode ter vários significados. Sendo usado conforme a ocasião. Pode ser algo maravilhoso, que excede ou emociona. Significa também o podre, o sem graça o ruim. Exemplos: o corredor Usain Bolt que bateu o recorde de atletismo mundial neste final de semana é a bruxa, no sentido positivo. Ou: o Esporte Clube Bahia que vai cair para a Terceira Divisão é a bruxa, no pior sentido.

E Salvador, como entra nisso? Nossa capital vem a ser, segundo censo demográfico do IBGE a terceira maior cidade do Brasil, atrás apenas de Rio e São Paulo. Salvador é a bruxa. Mas, esta velha capital da Bahia vem sofrendo cada vez mais com violência, fruto do seu crescimento desmesurado. A cada 10 minutos roubam um carro. Nos finais de semana, chegamos a alcançar mais de 20 mortes violentas e ninguém mais tem coragem de dar uma chegada na esquina ou levar o cachorro para passear. Podem roubar o cachorro. Isso se já não levaram a esquina. Esquina à noite é a bruxa.

O vetor de crescimento da cidade foi a leva de migrantes que vieram do sertão nos anos 70 do século passado, tangidos por um dos mais longos períodos de seca que se tinha notícia na história do país (e olha que no final do século XIX Dom Pedro deu as joias da sua coroa para acabar com os problemas causados pela seca no Nordeste). Os sertanejos chegavam aos borbotões em busca de trabalho na construção civil, atraídos pelo "Milagre Brasileiro" protagonizado por Delfim Neto e a ditadura militar. Já chegavam sem ter para onde ir. Pegavam o primeiro ônibus que vissem, seguiam em frente onde tinha uma área despovoada erigiam seus casebres ou palafitas.

Na contramão da pobreza absoluta vinham os técnicos de segundo escalão de todos os pontos do país para tentar a sorte no Polo Petroquímico de Camaçari. A cidade do Salvador passava a ser cidade-dormitório, os preços dos aluguéis subiram à estratosfera e tudo o mais empurrava a pobreza que vinha aos borbotões lá das bandas do sertão para áreas mais distantes do centro. O "Milagre Brasileiro" acabou, veio a crise mundial e Salvador ficou com o mico. Uma população pobre, despreparada e sem emprego, Saúde e Educação. Em cada ponto ao extremo uma invasão. Uma favela. A partir daí só vimos a violência crescer.

A violência não crescia somente em Salvador. Surgia muito mais no Rio e em São Paulo. Nos anos 80 do século passado muita gente da região Sudeste do Brasil decidiu ver o que é que a Bahia tem. Entendeu que Salvador era um mar de rosas frente à escalada de violência de Rio e São Paulo e passamos a receber uma leva de paulistas, cariocas e mineiros e até mesmo gaúchos aos borbotões. A cidade foi ficando mais densa, mais cara e tendo suas deficiências expostas de forma absurda.

A migração do Sul e Sudeste continua, pois ainda existe uma imagem latente de que a Bahia – dentro da realidade nacional – seria uma espécie de Valhala, uma Shangrilá, um paraíso, uma ilha de beleza, cosmopolita, afável, com relação inter-racial e trato social. Tudo regado ao som da Axé Music, água de coco, acarajé, praia e sol. O céu na terra. ("Bahia, terra da felicidade" – Ari Barroso. "Você já foi a Bahia, nego?" – Caymmi. "Sorria, você está na Bahia" – Slogan da Bahiatursa em tempos idos).

Mas o que vê quando se chega aqui para morar e não apenas para fazer o fugaz roteiro Aeroporto, Orla, Porto da Barra, Centro, Mercado Modelo e Pelô, é uma cidade estagnada, agora sabendo-se densamente povoada, com péssimo serviço de transporte, atendimento público improvisado, cheia de dengue e deseducada. O trânsito, que tinha poucas zonas de estrangulamento, está caótico. Até a avenida Paralela, a mais larga (nossa "freeway") quando não está engarrafada está congestionada ou com trânsito lento. Isso até a meia-noite.

E lembrar que com 3 milhões de habitantes a cidade não tem um bom estádio de futebol. Faltam bons teatros (tirante o TCA tudo é cacete armado). Não tem grandes casas para shows. Nenhum artista de renome internacional aparece. A orla é sofrível: vive-se do horizonte e das ondas que quebram na praia. E ainda se mija pelos muros da cidade. Salvador é a bruxa. No Tribuna da Bahia